No meio de uma negociação com órgãos norte-americanos regulatórios para limitar o controle de suas patentes, o Google decide abandonar um outro caso de propriedade intelectual contra a Microsoft.
De acordo com o Wall Street Journal, a gigante de buscas pediu à Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos para abandonar as reinvindicações de que a desenvolvedora do Windows teria infringido duas patentes da Motorola Mobility, controlada pelo Google.
As reclamações eram de 2010 e ocorreram antes da companhia adquirir a divisão de mobilidade da Motorola. Uma das reinvidicações do Google pedia o bloqueio da importação do Xbox, console de videogame da Microsoft.
A companhia da web não informou os motivos do abandono da ação. A Microsoft, por sua vez, informou que está "satisfeita com a atitude do Google", e espera que a rival encerre outras ações de patentes semelhantes que ainda estão em andamento.
A Kaspersky, empresa de segurança digital, estima que 99% dos códigos
maliciosos de dispositivos móveis eram voltados a aparelhos com sistema
operacional Android, do Google. O Boletim de Segurança 2012 da empresa
afirma que poucos vírus eram voltados a Symbian ou Java.
O ano de 2012 foi o segundo a ver um crescimento expressivo de criação
de ameaças a aparelhos móveis. Em janeiro de 2011, a Kaspersky
identificou oito novos vírus para Android, número que subiu para 800 em
janeiro do ano passado.
A média de 2012 foi de 6,3 mil novos códigos maliciosos por mês. A
maioria deles se enquadra em três grandes categorias: SMS trojan,
backdoor e spyware, que representam 51% das ameaças barradas pelo
programa de segurança mobile da empresa russa.
O SMS trojan inscreve os usuários em serviços pagos de informações via
SMS. O backdoor permite acesso a um smartphone, para instalar programas
indesejados pelo usuário ou para roubar seus dados. O spyware se foca em
dados específicos, como senhas, agenda de e-mails e até fotos pessoais.
Os vírus de SMS são os mais comuns, diz a companhia de segurança,
seguidos dos aplicativos que mostram anúncios indesejados. Os trojans
bancários, embora menos comuns, são os mais perigosos, e em geral
trabalham em conjunto com uma versão no computador de mesa - como o
Carberp-in-the-Mobile.
Entres os exemplos notáveis do ano estão o FakeRun "beg-ware", software
"pidão" que exige que o usuário dÊ boa nota na loja e compartilhe no
Facebook para iniciar o uso. Mas, quando abre, não tem conteúdo só
propagandas indesejadas. Na Alemanha, o Plangton está entre os mais
comuns: ele altera os Favoritos e leva o usuário a um site onde
potencialmente pode sofrer scam. Já na Rússia, um SMS Trojan disfarçado
de modificador de aparência está no topo da lista.
A melhor forma de se proteger contra esses vírus, segundo a Kaspersky, é
só baixar aplicativos das lojas oficiais, não só do Android, a Google
Play, mas também dos outros sistemas operacionais. Ainda assim, o
usuário não fica 100% protegido: neste ano, por exemplo, o app Find and
Call (encontre e ligue, em tradução livre) conseguiu entrar em ambas as
lojas, do Google e da Apple, e continha código malicioso.
Muito se falou sobre o Google Glass, mas é verdade que ninguém tem certeza de como ele será utilizado no cotidiano. Segundo a entrevista do site IEEE Spectrum com Babak Parviz, diretor do projeto, nem mesmo a Google tem ideia de como as pessoas utilizarão o produto. Em princípio, este seria um dispositivo para comunicação com imagens e
vídeos, mas a Google quer adicionar outras funcionalidades que
aproveitem bem a interatividade com o produto. Conforme a notícia
original, a desenvolvedora já testou muitos comandos de voz e alguns
gestos com as mãos, mas o projeto ainda está em desenvolvimento.
Apesar de não ter definido as funcionalidades
do produto, a Google diz não ter planos para anúncios no Google Glass. E
mesmo estando em fase inicial de testes, a companhia parece que está
fornecendo alguns modelos para utilizadores selecionados. O site Road to Virtual Reality divulgou uma foto de uma pessoa usando o produto em Nova York.
As montadores sul-coreanas Hyundai e Kia Motors anunciaram nesta quarta-feira (2) que incluirão o Google Maps nas centrais multimídia de seus veículos. A Hyundai — que é dona da Kia — divulgou que integrará o serviço à plataforma Blue Link, o que permitirá, entre outras funções, o uso de comandos de voz para realizar buscas.
A empresa ressaltou que a Google é "líder em busca, conteúdo e tecnologia" e que a integração do Google Maps ao Blue Link torna a central multimídia até mais efetiva. A Google
comentou a informação, dizendo que sempre está em busca de facilitar a
procura pela informação, "seja onde tomar um café ou chegar em uma
tinturaria".
A Kia, por sua vez, informou que o primeiro veículo que utilizará seu sistema UVO com o Google Maps integrado será o Sorento 2014, cujo
lançamento está previsto para este ano. A integração permitirá, entre
outras funções, enviar informação ao sistema telemático do veículo
utilizando um smartphone.
Há alguns anos, a Ford trabalha com a Microsoft e outras companhias para oferecer serviços similares em seus veículos a partir da central multimídia Sync. Já a General Motors é considerada a companhia que iniciou a adoção da telemática com o serviço OnStar. A Chrysler, por sua vez, lançou em 2012 o sistema UConnect.
O Google+ já pode se juntar ao Facebook, Twitter
e Linkedin. A rede social entrou no grupo das redes sociais com mais de
100 milhões de visitantes únicos por mês. De acordo com dados revelados
pela comScore, apesar dos seus 105 milhões de usuários mensais, o
Google+ ainda está atrasado no segmento móvel.
O aumento em relação ao ano passado é de 60,9%. Em outubro de 2012, a
rede social atraiu 105 milhões de visitas únicas, em comparação a 65,3
milhões de usuários em outubro de 2011. Já o Facebook, Twitter e
Facebook tiveram, respectivamente, 822,1 milhões, 182,9 milhões e 161,9
milhões de visitantes. Esses números se referem ao uso global das redes
sociais.
Enquanto isso nos aparelhos móveis, o Google+ contou com 7 milhões de
usuários contra 91,3 milhões do Facebook. Os números divulgados pela
comScore são em relação ao aplicativo e versão móvel dos sites.
O estudo não revelou o tempo gasto na rede social do Google.
Entretanto, no início de 2011, a empresa de pesquisas lançou
estatísticas mostrando que os usuários gastaram, em média, 3,3 minutos
por mês. Em junho de 2012, o Google afirmou que o tempo gasto por
usuário mensalmente era de 12 minutos. De qualquer forma a rede ainda
fica bem atrás das 7,5 horas gastas no Facebook.
Na “guerra” das redes sociais (e da busca de
mais anunciantes online), a Google adotou uma tática controversa: agora,
quem quiser criar uma conta no Gmail, YouTube ou qualquer outro serviço
da companhia será obrigado a aderir ao Google+. A informação foi
passada pelo The Wall Street Journal, que ainda conversou com algumas
pessoas que foram surpreendidas ao tentarem se cadastrar nos serviços da
Google.
Google+ é um rival do Facebook e, segundo a reportagem, é
o setor que vem recebendo as mais recentes e importantes iniciativas da
empresa para ganhar mais dólares com a publicidade online.
Medidas mais agressivas
A medida de “atar” os serviços da Google à rede social veio de cima,
do presidente-executivo da companhia, Larry Page. De acordo com duas
pessoas familiarizadas com o assunto e ouvidas pelo The Wall Street
Journal, o presidente tem buscado medidas mais agressivas para levar as
pessoas a usarem o Google+ — que foi criado especialmente para impedir o
Facebook de dominar o negócio de redes sociais.
Além disso, a
empresa começou a exigir o uso de perfis Google+ para que as pessoas
possam escrever comentários. Tal medida, segundo um porta-voz da
companhia, visa melhorar a qualidade das críticas, que são piores quando
é possível fazê-las de forma anônima. Além disso, a mudança também
permite que as pessoas vejam os comentários de seus amigos.
O Google
deve lançar um novo datacenter em Singapura até o final de 2013. E a
novidade é muito boa para os usuários dos serviços da companhia. De
acordo com as informações da imprensa asiática e com o site The Economic
Times, com a tecnologia utilizada pela empresa, a velocidade dos
serviços oferecidos por ela vai aumentar em até 30%.
A gigante das buscas começou a trabalhar no centro de dados na região
no fim de 2011. Em abril do ano passado, a empresa passou a investir
também em um segundo centro de dados na Ásia, em Taiwan. Agora, a
companhia confirmou que o prédio de Singapura vai ser concluído em 2013,
enquanto os primeiros testes do datacenter serão realizados no segundo
semestre. Um terceiro centro, em Hong Kong, também está nos planos,
porém ainda sem data de inauguração.
A construção destes novos prédios custa, segundo estimativa do site The
Economic Times, cerca de US$ 700 milhões (R$ 1,4 bilhão) ao Google. Mas
a companhia ainda deve investir mais em novos datacenters. Segundo
Lalitesh Katragadda, diretor de produtos do Google na Índia, o país é o
próximo da lista a receber um destes centros da empresa de Mountain
View. Até os dias de hoje, a companhia tem outros dez data centers: sete
nos EUA e três na Europa.